Por um caminho um pouco à margem, longe das pessoas, buscando silêncio. A luz vem levinha, do campo aberto, do lado direito. Ela vai um pouco à frente dele. Ele vê a luz nos fios dos cabelos dela e, como se fosse a última coisa a ser feita, fotografa. Ela, também na coreografia das cores e das brisas, vira, sorri para ele, leve, natural. Eu me vejo ali, sendo olhada por você, envergonhada e linda. E, também como a única coisa a ser feita, choro de saudades, seguindo as ordens dos ventos e das águas.


Jardim das Águas de Giverny, 03 de outubro de 2015